Guerra Interior – Chris Fonte


Bem…Vêem que sou humana, e como todo humano frágil. Ou seria mais forte do que vocês, porque não temo perder o que tenho em mim ?


Guerra interior


Como poderá haver entrega num mundo de tão fúteis valores? Ainda mais fragilizada pelas expectativas indóceis dos meus oponentes. Quixote e escudeiros dementes, mataria um dragão por dia para manter minha sanidade intacta. E mesmo assim sobreviverei ao céu de lanças e flechas atiradas pelos supostos amigos?

Agora virei um porre humano estonteante. Retiraram tudo de mim, me consumiram como erva, me tornei um produto de consumo, disputado no mercado ávido e consumista. Minhas vísceras ficaram expostas em busca da amizade, lealdade e amor, droga leitor o amor não era para ferir e sim revigorar, fazer viver. Acho que foram lutas insanas. Sei lá.

Dragões e flechas atiradas no chão e a pobre mulher investindo sua frágil armadura humana, procurando defender seus nobres princípios acreditando em pessoas justas e sentimentos puros!
Mentirosos e enganadores. Bem, deixem que eles se afundem nas virtudes movediças desta praia de loucos. Maldito mundo de mentiras. Pertence a eles. A mim não. Quando seus gritos de socorro forem enterrados nas areias do esquecimento, se lembraram de mim. Lembrará-se de mim.

Vou ter que sobreviver a isto, não vou abdicar dos menores princípios que me regem, se não pela vontade espontânea de realizar o que for ditado pelo coração e pelo bom senso. E ver em tempo o fim da história.

Chris Fonte

~ por Pan em 09/08/2008.

Uma resposta to “Guerra Interior – Chris Fonte”

  1. Você está permanentemente no “bom combate”, amiga escriba…
    Te beijo

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